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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Médicos finalmente declaram: ''Larvicida da Monsanto foi o principal causador da microcefalia no Brasil''

Um relatório da organização dos médicos argentinos desafia a teoria de que a epidemia do Zika vírus no Brasil seja a causa do aumento da microcefalia entre os recém-nascidos. 

O aumento deste defeito de nascença, em que o bebê nasce com uma anormalidade caracterizada pela cabeça pequena e muitas vezes portador de danos cerebrais, foi rapidamente associada ao Zika vírus pelo Ministério da Saúde do Brasil.
No entanto, segundo os médicos argentinos o Ministério não conseguiu reconhecer que, na área onde as pessoas vivem doentes, um larvicida químico que produz malformações em mosquitos foi introduzido no abastecimento de água potável em 2014. Este veneno, Pyriproxyfen , é usado em um programa controlado pelo Estado com vista a erradicar os mosquitos portadores de doenças.

A Organização dos Médicos argentinos acrescentou que o Pyriproxyfen é fabricado pela empresa japonesa Sumitomo Chemical, um "parceiro estratégico" da Monsanto. Pyriproxyfen é um inibidor do crescimento de larvas de mosquitos, o que altera o processo de desenvolvimento da larva, a pupa, para o inseto adulto, gerando, assim, malformações no desenvolvimento de mosquitos e matando ou desativando-os. Ele atua como um hormônio juvenil de inseto ou juvenóide, e tem o efeito de inibir o desenvolvimento de características dos insetos adultos (por exemplo, as asas e as genitais externas) e o desenvolvimento reprodutivo. É um destrutor endócrino e é teratogênico (causa defeitos de nascimento), de acordo com o Physicians.

O Physicians comentou: "As malformações detectadas em milhares de crianças nascidas de mulheres grávidas que vivem em áreas onde o Estado brasileiro adicionou Pyriproxyfen à água potável não são uma coincidência, apesar de o Ministério da Saúde colocar uma culpa direta sobre o Zika vírus por este dano."

Eles também observaram que Zika tem sido tradicionalmente considerada uma doença relativamente benigna, que nunca foi associada com defeitos congênitos, mesmo em áreas onde infecta cerca de 75% da população.

Larvicida o culpado mais provável em defeitos de nascimento

O Pyriproxyfen foi introduzido recentemente no meio ambiente brasileiro assim como o aumento microcefalia é uma doença relativamente nova. O larvicida parece um fator causal plausível da microcefalia - muito mais do que mosquitos transgênicos, que alguns têm culpado pela epidemia Zika e, portanto, para os defeitos de nascimento. Não há provas sólidas para apoiar a noção promovida por algumas fontes de que os mosquitos geneticamente modificados podem causar Zika, que por sua vez pode causar microcefalia. Na verdade, foram confirmados 404 casos de microcefalia no Brasil, mas apenas 17 (4,2%) foram positivos para o Zika vírus.

Especialistas em saúde brasileiros concordam: Pyriproxyfen é o principal suspeito
O Relatório da Physicians (1) da argentina também aborda a epidemia de dengue no Brasil e concorda com as conclusões de um relatório separado sobre o surto Zika (2) feito pelos médicos brasileiros da organização dos pesquisadores de saúde pública, a Abrasco.
A Abrasco também associa o pyriproxyfen como causa provável da microcefalia. Ela condena a estratégia de controle químico de mosquitos portadores do Zika vírus por ela estar contaminando o meio ambiente, bem como as pessoas e não estar diminuindo o número de mosquitos. A Abrasco sugere que esta estratégia é, de fato, impulsionada pelos interesses comerciais da indústria química que está profundamente integrada nos ministérios latino-americanos de saúde, bem como na Organização Mundial de Saúde e na Organização Pan-Americana de Saúde.

A Abrasco cita ainda nomes britânicos da empresa Oxitec como parte do lobby empresarial que está distorcendo os fatos sobre Zika vírus para atender a sua própria agenda com fins lucrativos. A Oxitec vende mosquitos transgênicos modificados para esterilidade e os comercializa como um produto de combate à doença - uma estratégia condenada pelo Physicians da argentina como "um fracasso total, exceto para a empresa fornecedora mosquitos".

Para ler o artigo completo de Claire Robinson, visite gmwatch.org/news/latest-news/16706
Notas

1. Relatório da Physicians in the Crop-Sprayed Towns regarding Dengue-Zika, microcephaly, and mass-spraying with chemical poisons. 2016. Physicians in the Crop-Sprayed Towns, disponível em www.reduas.com.ar/wp-content/plugins/download-monitor/download.php?

2. Nota técnica e carta aberta à população: Microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti: os perigos das abordagens com larvicidas e nebulização química – fumacê. January 2016. GT Salud y Ambiente. Associação Brasileira de Saúde Coletiva, ABRASCO, disponível em: www.abrasco.org.br/site/2016/02/nota-tecnica-sobre-microcefalia-e-doencas-vetoriais-relacionadas-ao-aedes-aegypti-os-perigos-das-abordagens-com-larvicidas-e-nebulizacoes-quimicas-fumace/

(*) - A GMWatch é uma organização independente que busca combater o enorme poder político empresarial e de propaganda da indústria que produz OGM (organismos geneticamente modoficados) e seus apoiadores. Ela faz isso por meio de seu site, listas de e-mails, e mídias sociais (Twitter e Facebook), entre outras atividades de divulgação e promoção de campanhas. A GMWatch foi fundada em 1998 por Jonathan Matthews e seus editores administrativos são Jonathan Matthews e Claire Robinson.

tradução: Paulo Machado - Fonte: Publikator

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